Paraná

Governo cita falta de insumos e contratos descumpridos; Ratinho vê auge da Covid-19 em maio

Ao falar novamente com a imprensa sobre as medidas que o governo do Paraná tem adotado no enfrentamento do novo coronavírus, o secretário de Saúde, Beto Preto, reconheceu nesta sexta-feira (20) que há registros de falta de insumos na rede de saúde. Sem dar detalhes, ele também reclamou de fornecedores e afirmou que há descumprimento de contratos. Ele falou com a imprensa no Palácio Iguaçu, ao lado do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), que prevê que o “pico do problema” no Estado ocorrerá em maio.

“Muitos serviços de saúde estão reclamando de falta de insumos. Estamos tentando fazer valer todos os contratos que nós temos. Fornecedores não estão cumprindo. Quero dizer isso publicamente. Algumas empresas não querem entregar. É um abuso. E às vezes pagar uma multa não resolve o fato de não entregar”, apontou ele.

Mas o secretário afirmou que a pasta tem tentado resolver o problema e que “em breve” haverá a divulgação de “soluções”: “Estamos estudando o que fazer. Parte dos insumos estão sendo comprados pelo Ministério da Saúde. Já teriam sido enviados e estamos aguardando”.

Na quinta-feira (19), o governo do Paraná anunciou a injeção de R$ 100 milhões para a área da saúde, retirados do orçamento da infraestrutura, e que podem ser utilizados também na compra de insumos: “Estamos tirando de obras que faríamos neste semestre e postergando. Elas não são tão fundamentais neste momento”, disse Ratinho Junior.

Ratinho Junior: “Estamos a 50 dias do auge do problema”

Ratinho Junior também reforçou algumas outras medidas recentes adotadas pelo Executivo, como a convocação de novos profissionais da área da saúde. Trata-se de um chamamento de 356 pessoas, relativo a um concurso público já realizado. O governador do Paraná também destacou que há uma parceria com as sete universidades estaduais para que estudantes da área da saúde possam atuar em determinados atendimentos. Ratinho Junior acredita que o pico da doença no Paraná deve ocorrer na segunda quinzena de maio. “Estamos a 50 dias do pico, do auge do problema”, disse ele.

Fonte: Gazeta do Povo