Ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti| Foto: Arquivo Gazeta do Povo
Paraná

Irmão de ex-governadora é condenado em processo derivado da Quadro Negro

O ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti, que é irmão da ex-governadora do Paraná Cida Borghetti (PP), foi condenado nesta segunda-feira (2) por crime de tráfico de influência em uma ação penal derivada da Operação Quadro Negro, deflagrada em 2015 e um dos maiores escândalos de corrupção da gestão do tucano Beto Richa no Palácio Iguaçu. O outro réu no mesmo processo, o empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor Construtora, também foi condenado pelo mesmo crime. Eduardo é um dos nomes da Operação Quadro Negro que fizeram acordo de colaboração premiada. A sentença é do juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, da Justiça Estadual.

Em janeiro de 2019, quando o juiz aceitou a denúncia do Ministério Público (MP), Juliano e Eduardo passaram a responder pelos crimes de corrupção passiva e corrupção ativa, respectivamente. Mas, na decisão desta segunda-feira (2), o juiz entendeu que não houve os crimes de corrupção, e apontou tráfico de influência. No caso de Juliano, a sentença define 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto para cumprimento inicial de pena, além de multa. Ele pode recorrer em liberdade. Em nota à Gazeta do Povo, o escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa de Juliano Borghetti, informou que “reitera a inocência” do ex-vereador e informa que vai recorrer da decisão.

Já a pena de Eduardo, em função do benefício da delação, ficou em 1 ano e 11 meses de reclusão, além do pagamento de multa. A Gazeta do Povo não conseguiu contato com a defesa dele, nesta terça-feira (2). Ele ainda pode recorrer da decisão. O empresário é réu em outros processos da Operação Quadro Negro. Ele chegou a ficar preso temporariamente entre 21 e 30 de julho de 2015 e, preventivamente, entre 15 de dezembro de 2015 e 17 de novembro de 2016, quando foi concedida prisão domiciliar. O acordo de colaboração premiada foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2017.

Fonte: Gazeta do Povo