Obra vai reforçar segurança na cadeia pública de Ivaiporã

tn_4939264270_obra-cadeiaApós três fugas no ano, diversas tentativas e pelo menos dois princípios de rebeliões na Cadeia Publica de Ivaiporã, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) garantiu recursos junto à Prefeitura e a Câmara de Vereadores para reformar a unidade. O intuito é aumentar a segurança do local.

A obra garante a troca do piso da carceragem, que terá chapas de aço galvanizado e concreto usinado. As paredes internas também vão ganhar nova pintura, e melhorias na instalação elétrica e hidráulica. Além de melhorar a segurança, a ideia é humanizar o tratamento dos internos. As últimas três fugas ocorreram por tuneis que foram escavados a partir do piso do solário.

Serão investidos aproximadamente R$ 35 mil, desse total R$ 20 mil de sobras resultado de economias da Câmara de Vereadores, RS 10 mil recursos próprio da Prefeitura de Ivaiporã e cerca de R$ 5 mil arrecadados pelo Conseg, junto ao comércio local e população. A mão de obra também será cedida pela prefeitura.O prefeito Luiz Carlos Gil (PSDB) explica que a Cadeia de Ivaiporã foi construída em 1976 e apresenta falta de ventilação, mofo, sujeira, fiações elétricas expostas e falta de espaço.

“O combate à violência não é só da polícia, mas de todos. Por isso, preocupado com a situação que se encontra a carceragem, e os riscos que envolve as fugas e rebelião, principalmente para os moradores que moram no entorno da cadeia, a Prefeitura não poderia deixar de colaborar”, comenta Carlos Gil.
O presidente da Câmara de Vereadores Nando Dorta também vê como prioridade, a união dos órgãos públicos para a solução da carceragem.

“Temos que nos mobilizar pela sociedade, fomos eleitos para isso. Além do mais, os recursos que economizamos durante o ano são justamente para ações como essa”, enfatiza Nando Dorta.

De acordo com o presidente do Conseg, Jair Antônio Burato, a prefeitura já realizou a licitação dos materiais, e as obras devem ser iniciadas em aproximadamente 10 dias.

“Os materiais estão sendo solicitados junto aos fornecedores e acredito que em dez dias as obras poderão ser iniciadas”. Ainda segundo Burato, durante os trabalhos, os detentos serão remanejados dentro da própria carceragem. “Será um trabalho rápido. Acredito que no máximo em cinco dias a obra seja concluída”, completa Burato. Também há possibilidade, que nesses dias, parte dos detentos sejam remanejados provisoriamente para outras delegacias.

Tribuna do Norte

Ivan Maldonado

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