UEM suspende temporariamente data do vestibular de verão devido a greve

reitor-uemA Universidade Estadual de Maringá (UEM), no norte do Paraná, suspendeu temporariamente as datas de realização do Vestibular de Verão 2016, do Processo de Avaliação Seriada (PAS), e do Vestibular de Ensino a Distância (EAD) 2016. A suspensão foi definida nesta quarta-feira (26), durante reunião Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE),devido à greve dos servidores e professores da instituição.

Além dos processos seletivos, o CEPE também suspendeu o calendário letivo da universidade desde o dia 14 de outubro, quando começou a paralisação.

O calendário acadêmico de 2016 já iria até 31 de janeiro de 2017, mas, com a paralisação, pode ser estendido até metade de fevereiro.

No entanto, o conselho definiu duas exceções: o calendário continua valendo para os alunos do 5º e do 6º ano de medicina, que atendem pacientes no Hospital Universitário (HU), e para  os alunos do 5º ano de odontologia, que atentem na Clínica Odontológica.

Vestibular de Verão 2016
Caso a greve dos professores e servidores chegue ao fim até o dia 11 de novembro, o Vestibular de Verão 2016 será realizado nas datas programada, ou seja, nos dias 11, 12 e 13 de dezembro. Se a greve passar do dia 11 de novembro, o processo seletivo será suspenso e uma nova data deve ser definida.

EAD e PAS
Se a greve dos professores e servidores terminar até 3 de novembro, as provas do PAS e EAD serão realizadas no dia 27 de novembro, data previamente definida. Se a greve continuar, as provas serão suspensas.

Entenda a paralisação
Servidores e professores da UEM, filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino de Maringá, são contra o envio de uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. A proposta foi encaminhada pelo Governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e torna sem efeito a Lei 18493/2015, editada ao fim da greve de 2015, que prevê a reposição das perdas inflacionárias.

No dia 20 de outubro, o Governo do Paraná propôs tirar a emenda que trata da data-base dos servidores estaduais, desde que as categorias de servidores em greve voltassem às atividades.

Em assembleia realizada na segunda-feira (24), servidores e professores da UEM rejeitaram a proposta do governo e decidiram manter a paralisação.

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